quarta-feira, 21 de agosto de 2013

BIENAL INTERNACIONAL DE CURITIBA - CADERNO CULTURAL A REVISTA





O melhor da arte contemporânea de artistas dos cinco continentes em Curitiba!
The best of contemporary art by artists from five continents in Curitiba!
Rua Marechal Hermes, 999 - Centro Cívico, 80530-230



Comentários 
O evento mais esperado do ano!!!! Que pena que não estou dando aula de arte este ano. Me afastei para me dedicar ao concurso e me arrependi completamente, hoje, quando vi o material educativo pelo site. Está EXCELENTE!!!! Parabéns ao Educativo!!!!
Ah, se eu pudesse. Estaria aí, mas veio o inesperado. Dia 30 farei uma intervenção. Estarei em espírito com toda a Bienal. Uma pena, fica para a próxima. Vejam o trabalho da renomada artista brasileira radicada em Berlim, Luzia Simons. Abraços a todos!






PERFORMANCE


No dia 9 de novembro, a holandesa Ieke Trinks comandará uma performance que conta com cinco ações.

A primeira propõe uma caminhada de costas, que começará com 10 participantes que, ao longo do trajeto, aumentarão o grupo.

A segunda ação propõe uma caminhada em forma de linha, com uma pessoa atrás da outra. A ideia é que a linha aumente ao longo do tempo.

A terceira ação conta com uma planta, que será passada de mão em mão. Quem estiver com a planta nas mãos tem que achar outra pessoa para passar o objeto.

A quarta ação propõe a divisão de um bolo. Uma pessoa começa carregando o bolo, que será partido em dois. Cada pedaço será partido em dois e assim consecutivamente.

A quinta e última ação da performance propõe uma ocupação de lugar. Uma pessoa começa ocupando um lugar determinado. Para deixar o local, a pessoa precisa de outra pessoa que se proponha a permanecer no lugar.

Os participantes precisam se inscrever e comparecer na Praça da Espanha, a partir das 14h do dia 9, para receber orientações antes da saída, marcada para às 15h.

A inscrição pode ser feita pelo link: http://www.bienaldecuritiba.com.br/palestras/

 

APRESENTAÇÃO
Nesta edição, a Bienal Internacional de Curitiba dá atenção especial à arte urbana e às perfomances artísticas.



A Bienal Internacional de Curitiba completa 20 anos em 2013. Realizada na capital paranaense entre os dias 31 de agosto e 1º de dezembro, exibe obras de 150 artistas dos cinco continentes em mais de 100 espaços da cidade.
As exposições contam com a curadoria geral dos críticos de arte Teixeira Coelho (MASP – Museu de Arte de São Paulo) e Ticio Escobar (Trienal do Chile), que neste ano propõem uma revisão no formato das bienais. Para isso, deixam de lado a tradicional opção por um tema e um título, focando-se na escolha de obras que possam representar uma experiência estética significativa. De fato, o que foi considerado na hora de selecionar os artistas e suas obras foram os critérios de qualidade e contemporaneidade, e não adequações para um tema específico.
Nesta edição, a Bienal Internacional de Curitiba dá atenção especial à arte urbana e às perfomances artísticas, que além de estarem cada vez mais fortes e presentes no cenário internacional, oferecem um contato direto e imediato com as pessoas da cidade. Literatura, web arte e música recebem também grande espaço no evento.
Ainda no intuito de prolongar e potencializar os efeitos da Bienal, será realizado um projeto de ação educativa, com atividades de formação de professores e estudantes, palestras e mesas redondas abertas ao público, distribuição gratuita de material educativo e programa de visitação com agendamento de visitas mediadas de grupos escolares, atendimentos a grupos e visitas guiadas aos espaços expositivos.
Aos curadores gerais somam-se a curadora adjunta Adriana Almada, a curadora associada Tereza de Arruda e os curadores convidados Maria Amélia Bulhões, Fernando Ribeiro, Ricardo Corona e Tom Lisboa. A coordenação curatorial é de Stephanie Dahn Batista. Esta ficará responsável por uma equipe de jovens curadores – formado por Angelo Luz, Debora Santiago, Kamilla Nunes e Renan Araujo.







A Bienal Internacional de Curitiba, em edição comemorativa aos seus 20 anos, faz uma revisão das bienais como formato e deixa de lado a prática da escolha de um tema e título. Resultado da ascendência do curador sobre o sistema da arte, essa prática hoje pouco convence. O vinculo entre o tema/título e as obras apresentadas em qualquer bienal é tênue ou imaginário, uma vez que quase qualquer tema/título, sempre um recurso espetacular de publicidade, pode aplicar-se a quase todo agrupamento de obras. Como as obras permanecem e os temas/títulos se esquecem, esta edição da Bienal de Curitiba será focada na escolha de obras que possam representar uma experiência estética significativa para a cidade. O único critério para a escolha dessas obras é o da qualidade/pertinência: elas devem impor-se pela qualidade e serem capazes de apontar para algumas das inúmeras questões da arte contemporânea. Cada obra será seu próprio discurso. Nenhuma se submeterá ao logo do curador.

De todo modo, esta edição da Bienal de Curitiba abrirá especial espaço para a arte urbana, ator cada vez mais presente no cenário internacional e que se oferece a um contato direto e imediato com os usuários da cidade. Assim, a Bienal de Curitiba procurará deixar na cidade um resíduo artístico mais denso e duradouro que o habitual, inclusive por meio da instauração de laboratórios de reflexão e prática – LARPs — que buscarão apropriar-se das linhas de força contidas nas obras escolhidas e transformá-las em vetores de desdobramento da criação em Curitiba. As instituições de ensino e os diversos centros de reflexão da cidade – as escolas de arte, arquitetura, comunicação, os institutos de pesquisa — terão um papel relevante no processo.
A Bienal é uma forma que, como tal, contém os traços gerais pelos quais se define o gênero a que pertence e os aspectos singulares de qualquer uma de suas manifestações eventuais. A forma-bienal é hoje uma entidade em conflito: esta edição da Bienal de Curitiba reafirma os traços gerais da forma-bienal e os contraria tanto quanto pode fazê-lo sem anulá-la. A história o fará, se for o caso.


Adriana Almada Curadora Geral Adjunta


Nascida em Salta, Argentina, em 1957, reside no Paraguai desde 1984. É escritora, crítica de arte, editora e curadora independente. Vice-presidente da AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte, com sede em Paris), tendo sido presidente da AICA Paraguai (2008-2012) e presidente do Comitê Organizador de 44 de Publicações da AICA Internacional e presidente da AICA Fellowship Fund Commission e organizadora do Prêmio AICA Internacional de Incentivo a Jovens Críticos. É correspondente de Arte para o Día Internacional (Miami-Buenos Aires) e ArtCrónica (La Habana). Seus textos foram reunidos em livros, catálogos, revistas e edições coletivas no Paraguai e no exterior. As principais publicações de sua autoria são: Pátios proibidos, 2008; Coleção privada [escritos sobre artes visuais no Paraguai], 2005; Zona de silêncio, 2005; Lugares comuns: Octavio Paz ou o Outro que somos, 2003; e Jacinto Rivero: Dez experiências, 2002. Dirige um escritório de projetos editoriais com mais de 50 publicações sobre arte e estética, literatura e ciências sociais. Além de inúmeras curadorias individuais, foi cocuradora da 6ª edição em 2011, curadora-geral adjunta da Trienal do Chile 2009 e de Outras Contemporaneidades Convivências problemáticas, IV Bienal de Valência, 2007, e também curadora pelo Paraguai na X Bienal de Cuenca, 2009.


Angelo Luz Prêmio Jovens Curadores


Nascido em 1982, iniciou suas pesquisas como investigador do corpo na Filosofia e na Educação Física (2001-2004). Optando pela prática da performance, estudou técnicas de interpretação e dança contemporânea, sendo bolsista da Casa Hoffmann - Centro de Estudos do Movimento, entre 2004 e 2006. Participou de residências no Danspace Project / New York (2005) e Fabbrica Europa / Itália (2006). Desenvolveu pesquisas de tecnologias aplicadas ao corpo do performer, entre 2007 e 2009, com suporte da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), coordenando atividades como o 220VP - Grupo de estudos em vídeo e performance. Bacharel em Artes Visuais pela UFPR (2008-2011), foi exchange student da SHBK Städelschule Frankfurt (2010-2011). Publicou artigos nas áreas de estudos de gênero, tecnologias aplicadas ao corpo e história da performance. Iniciou-se como curador em 2012, em projeto desenvolvido junto ao Museu de Arte Contemporânea do Paraná, ano em que coordenou a plataforma itinerante Descontrole Remoto - Rede Nacional FUNARTE 8° Edição, e foi integrante da Bolsa Produção para Artes Visuais #5 da FCC. Em 2013, integra os grupos curatoriais do CUBIC - Circuito Universitário da Bienal Internacional de Curitiba e Jovens Curadores / Bienal de Curitiba, além de projetos artísticos diversos. Vive e trabalha em Curitiba, Brasil.


Debora Santiago Prêmio Jovens Curadores


Debora Santiago é mestre em Artes Visuais pela Universidade de Santa Catarina. Artista, vem realizando exposições no Brasil e exterior desde 1994, possui obras nas seguintes coleções públicas: Fundação Cultural de Curitiba, Museu Alfredo Andersen, Museu de Arte Contemporânea do Paraná e Museu da Universidade Federal do Paraná em Curitiba; Museu de Arte Contemporânea / Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Fortaleza, e Fundação ARCO, Madri, Espanha. Tem experiência em curadoria, produção de exposições e eventos de arte em instituições públicas e privadas (Ybakatu Espaço de Arte e SESC em Curitiba, Southbank Centre em Londres, Feiras de Arte em São Paulo, Lisboa e Madri, entre outras). Vem dedicando-se também à atividade didática.

Fernando Ribeiro Curador Convidado


Nasceu em 1979. É artista da performance e curador, vive e trabalha em Curitiba. Bacharel em Artes Visuais pela UTP (2002) e especialista em Estética e Filosofia da Arte pela UFPR (2010). Principais eventos: MIP – Manifestação Internacional de Performance, Belo Horizonte, 2003; O Corpo na Cidade: performance em Curitiba, 2009; Trampolim, Vitória, 2011; Performa Paço, São Paulo, 2011; Direct Action 2011, Berlim, Hannover e Londres, 2011; Urbe-Brote Urbano, Buenos Aires, 2011; Defibrillator Performance Art Gallery, Chicago, 2012; Mobius, Inc, Boston, 2012; Grace Exhibition Space, Nova Iorque, 2012; 4to Encuentro de Acción en Vivo y Diferido, Bogotá, 2012; Performance Corpo Política, Brasília, 2013; Miami Performance International Festival, Miami, 2013. Organizador da p.ARTE, noite mensal de performance arte em Curitiba, 2012/2013.


Kamilla Nunes Curadora Convidada


Nascida em abril de 1988 em Florianópolis, Brasil, graduou-se em Artes Plásticas pelo Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina CEART/UDESC. Atuou como curadora do programa de exposições no Memorial Meyer Filho, de 2008 a 2012. Realizou curadorias como Sumidouro, no Laboratório Curatorial da SPArte, coordenado por Adriano Pedrosa (2012); A extensão das coisas, no Memorial Meyer Filho (2011); Faça algo errado, e diga que fui eu que mandei fazer, na galeria do SESC de Joinville (2011); Ó lhó lhó, mostra de vídeo arte na Sessão Corredor do Ateliê 397 (2011). Organizou os livro Exercício de imaginação: Meyer Filho, Memorial Meyer Filho 2011 e LUME: Clara Fernandes (2010). Participou da residência TAC TERRA UNA (MG, 2013) e da Revista Tatuí 10 (PE, 2010).


Maria Amelia Bulhões Curador Convidada


É doutora pela USP com pós-doutorado nas Universidades de Paris I, Sorbonne e Universidade Politécnica de Valencia. Professora e orientadora do Programa de Pós Graduação em Artes Visuais da UFRGS e pesquisadora do CNPq. Foi curadora do Acervo da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo (UFRGS) e de várias exposições, entre elas: 90 Anos do Instituto de Artes, no MARGS; representação brasileira na Bienal Internacional de Cuenca; Acervo da Fundação Iberê Camargo; Dos Ciudades, no MAC de Caracas, e mostras de web arte no MAC-USP e Fórum Porto Arte. Colabora com artigos em periódicos nacionais e internacionais e seu livro Web arte e Poéticas do Território (Editora Zouk) recebeu prêmio da Associação Brasileira de Crítica de Arte. Escreve semanalmente uma coluna sobre artes visuais online http://www.sul21.com.br/jornal/category/colunas/maria-amelia-bulhoes/.


Renan Araujo Prêmio Jovens Curadores


Nascido em 1987, vive e trabalha em Ribeirão Preto, Brasil. Curador independente, é graduando em Comunicação Social pela Universidade de Ribeirão Preto. Realizou projetos institucionais e autônomos, como 748.600 para o Paço das Artes de São Paulo e Santander Cultural de Recife (dentro do projeto Novos Curadores); Página Inicial, para o SESC, Ribeirão Preto; Arsênico, para a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Técnicas de Desaparecimento em Guantánamo, Cuba. Em 2012, participou como conferencista do 8º Festival de Performance de Cali, Colômbia. Foi curador residente na Cidade do México (Residência Artística por Intercâmbio) e orientado por Adriano Pedrosa no projeto Laboratório Curatorial. Atualmente é participante do programa Máquina de Escrever do Capacete.


Ricardo Corona Curador Convidado


É escritor, editor e pesquisador. Mestre em Estudos Literários (UFPR, 2010), atuando nos seguintes campos: poesia contemporânea brasileira e hispano-americana, estudos de relação entre as áreas artísticas (performance, poesia sonora, artes visuais), tradução, linguagem e cultura. É autor dos livros ¿Ahn? (Madri: Poetas de Cabra, 2012 – indicado ao prêmio Ausiás March de Mejor Poemario 2012), Curare (São Paulo: Iluminuras, 2011 - Prêmio Petrobras e finalista do Jabuti/2012), Amphibia (Porto: Cosmorama, 2009), Tortografia, com Eliana Borges (Iluminuras, 2003), entre outros. Participa do livro La poesía de Arturo Carrera, organizado por Nancy Fernández e Juan Duchesne Winter (Universidade de Pittsburgh, 2010). Com Eliana Borges editou as revistas de poesia e arte Medusa (1998-2000) e Oroboro (2004-2006) e, atualmente, com Eliana Borges e Joana Corona, edita a revista Bólide, de literatura e arte. Integrou os projetos de curadoria: Nomos performance (Caixa Cultural, 2009) e das mostras Apegos - Valêncio Xavier e Wilson Bueno, MGCC, 2010; 2012: Proposições sobre o futuro, Curitiba, MAC e I Ornitorrinco - modos transitivos de criação, Curitiba, 2013.


Stephanie Dahn Batista coordenadora curatorial do Prêmio Jovens Curadores

Nascida em Hannover, Alemanha, em 1973, é mestre em História da Arte, Ciências Culturais e Ciências Políticas pela Westfälische Wilhelms-Universität, Münster/ Alemanha (2000) e Doutora em História pela Universidade Federal do Paraná (2011). Vive em Curitiba desde 2003. Atualmente, atua como professora da Universidade Federal do Paraná, no Departamento de Artes, e é autora de Allgemeines Künstler Lexikon (Artists of the World throughout all Ages), Editora De Gruyter (Alemanha). Tem experiência na área de Artes visuais, atuando principalmente nos seguintes temas: história da arte, crítica de arte, curadoria, corpo e gênero nas artes visuais. Realizou curadorias no Museu de Arte Contemporânea do Paraná, e produziu diversos textos críticos sobre artistas em Curitiba.


Teixeira Coelho Curador Geral


Professor titular aposentado da Escola de Comunicações e Artes da USP, com mestrado em Ciências da Comunicação e doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado na University of Maryland, EUA. Foi diretor do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) e do Departamento de Informação e Documentação Artística da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo (IDART). Atualmente é curador-coordenador do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e colaborador do Observatório Itaú Cultural. Curador de diversas exposições no Brasil e no exterior, publicou obras sobre arte, cultura e política cultural, e é ficcionista. Seu livro História Natural da Ditadura recebeu um Prêmio Portugal Telecom de Literatura.


Tereza de Arruda Curadora Associada


É mestre em História da Arte pela Universidade Livre de Berlim, onde vive desde 1989. Atua como curadora independente no âmbito internacional, com enfoque na América Latina, Ásia e Europa. Realizou curadorias e coordenou projetos como Cildo Meireles na Documenta11; Wang Cheng Yun no Today Art Museum, Pequim; Copa da Cultura na Casa das Culturas do Mundo, Berlim, individuais de Alex Flemming e Rosilene Luduvico e The Big World: Recent art from China, no Chicago Cultural Center; cocuradorias nas Bienais de Havana, Istambul e São Paulo. Entre suas recentes curadorias no Brasil se destacam INDIA!INDIA LADO A LADO, no circuito CCBB e SESC Belenzinho; Sigmar Polke Realismo Capitalista e Outras Histórias Ilustradas, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand.


Ticio Escobar Curador Geral


Estudou Direito e Filosofia na Universidad Católica de Asunción. É curador, professor, crítico de arte e promotor cultural. Diretor do Museo de Arte Indígena, Centro de Artes Visuales, vice-presidente da Fundación Carlos Colombino Lailla. Autor da Lei Nacional de Cultura do Paraguai. Escreveu mais de dez livros sobre arte e cultura no Paraguai e na América Latina. Foi Presidente da Associação Internacional de Críticos de Arte, seção Paraguai, Diretor de Cultura de Assunção e Ministro da Cultura do Paraguai. Recebeu prêmios e homenagens internacionais, como o Prêmio Príncipe Claus de Holanda e o Prêmio Bartolomé de Las Casas, Casa de América, Madrid.






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Líbano Montesanti Calil Atallah