sexta-feira, 22 de março de 2013

DUTRA LEILÕES - CADERNO CULTURAL A REVISTA


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CATÁLOGO

59        Diversos autores
1) CARTAS E MAIS PEÇAS OFFICIAES DIRIGIDAS A S. MAGESTADE O SENHOR D. JOÃO VI PELO PRINCIPE REAL O SENHOR PEDRO DE ALCANTARA [...]. Esta coleção reúne vários documentos referentes à série de acontecimentos que precederam a Independência do Brasil: O Fico, os conflitos com as tropas expedicionárias, o primeiro manifesto de D. Pedro I.  Imprensa Nacional, Lisboa. 1822. 246 pp.
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2) Carta e documentos relativos ao Príncipe Real. Encadernado, miolo em bom estado. Na Imprensa Nacional, Lisboa, 1823. 14 pp. 23 x 17 cm. A chamada Carta da Independência.
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3) Carta de El Rei o Senhor D. João VI ao Príncipe D. Pedro e Resposta do Principe e seu Augusto Pai, transcritas do Conciliador, Periodico do Maranhão, Lisboa, Na Impressão Liberal, 1822. 2 pp. 31 x 20,5 cm.
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4) Relatório dos Comissários Enviados por S. M. Fidelíssima ao Rio de Janeiro com os documentos de sua correspondência oficial. Impressão Regia, Lisboa, 1823. 32 pp. 31 x 22 cm.
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5) Decreto de decisão de Volta para Portugal de toda a Corte e a real Familia. Na Typographia Rollandiana em 7 de março de 1821. 4 pp. 30 x 21 cm.
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6) Decreto das Cortes que Criam Juntas Provisórias de Governo no Brasil. Talvez o principal fator que levou D. Pedro I a se rebelar contra as Cortes. Na Imprensa Nacional. Lisboa, 4 de outubro de 1821. 4 pp. 30 x 20 cm.
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7) Decreto de 26 de novembro de 1807, assinado pelo Principe D. João, no qual comunica a decisão de viajar, com toda a Corte Imperial para o Brasil e estabelecer-se na cidade do Rio de Janeiro em função da iminente invasão do exército francês.. Com Instruções a que se refere meu real decreto. Na Officina de Antonio Rodrigues Galhardo, Lisboa, 1807. 6 pp. 28 x 20 cm
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8) Reconhecimento do Império do Brasil. Carta pela qual Dom João, houve por bem ceder e transmitir Meus direitos sobre aquele país. Na Impressão Regia, Lisboa, 1825. 2 pp. 30 x 20 cm.
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9) Carta de Confirmação e Ratificação do Independência do Brasil. Na Impressão Imperial e Real, Lisboa, 1825. 2 pp. 29 x 20 cm.
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10) Correio do Porto extraordinário. Sexta-feira 6 de julho de 1821. Este periódico trata da chegada de D. João VI a Lisboa. Reimpreso no Rio de Janeiro. Encadernado, com alguns picos de bicho. Na Typographia Regia. Rio de Janeiro, 1821. 1 pp. 29 x 18 cm.
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.            Raríssimo conjunto de cartas trocadas desde a partida da Corte para Portugal, entre o Príncipe Real D. Pedro, Regente do Brasil e seu pai D. João VI. Talvez o mais completo ou um dos mais completos conjuntos semelhantes no Brasil. Certamente aí estão as cartas mais importantes. Desde a primeira carta até a de 22 de setembro de 1822, com a definitiva separação (a chamada Cartas da Independência). Depois vem a do novo escudo de armas do Brasil, de outubro de 1822. Existe o relatório dos emissários, do qual ao que se sabe só existe este exemplar no Brasil, e nele está inserido a cópia de uma carta de D. João VI, sua majestade Fidelíssima, para seu filho Pedro, após ele já ter declarado a Independência. D. Pedro se recusou a recebê-la. Finalmente, no epílogo desta disputa, estão as cartas de confirmação e de ratificação da Independência do Brasil, por D. João VI, em 1825. Imperdível.
75        RAPHAEL BLUTEAU & ANTONIO DE MORAES SILVA
Diccionario da língua portugueza. Encadernação antiga em pleno couro;  2 vol. 20 x 25 cm -I (A-K) 749 p - II (L-Z) 541 p. Of. Simão Thaddeo Ferreira - Lisboa, 1789. Miolo bem conservado.
Antonio de Moraes Silva foi natural da cidade do Rio de Janeiro e provavelmente nascido entre os anos de 1756 a 1758. Faleceu em Pernambuco no ano de 1825.
O seu "Diccionario da Lingua Portugueza" foi publicado em 1789 em Lisboa com dupla autoria: Raphael Bluteau e Antonio de Moraes Silva. A respeito desse pormenor, diz Jose Pedro Machado no prefácio da 10ª edição:
"Antonio de Moraes Silva devia ser homem probo. A demonstração cabal dessa sua qualidade está no frontispício da 1ª edição do seu "Dicionário". Reconhecendo decerto que o "Vocabulario Português e Latino” de D. Raphael Bluteua(...) era só para eruditos, para bibliotecas ou talvez para um outro raro abastado que se interessasse por coisas do espírito, Moraes lança-se na rude mas bendita tarefa de dar ao grande público um resumo da obra formidável do padre lexicógrafo. Tendo como base o que este escreveu, repugnava-lhe pôr unicamente o seu nome no frontispício duma obra que lhe deu trabalho a realizar ( e não foi pouco) mas cuja base não era sua. Só na segunda 2ª edição o "Dicionario" apareceu sob a sua única responsabilidade".
Por conseguinte, não há 1ª edição do "Dicionario da Lingua Portuguesa´com única autoria.
A 1ª edição de 1789, reforma o enriquecimento do "Vocabulario" de D. Raphael Bluteau, saiu com dupla autoria".
75-B    ANTONIO DE MORAES SILVA    
Diccionario da língua portugueza. Encadernação com lombada e cantos em couro; 2 vol. 20x28 - I (A-E) 806 pp. - II (F-Z) 872 p – 2ª edição. Typographia Lacerdina - Lisboa, 1813. Miolo em bom estado.
A 2ª edição, de 1813, foi recopilada, emendada e muito acrescentada; a primeira em que Moraes se declara único autor da obra, tendo em vista que na edição anterior de 1789 ele aparece como co-autor, dividindo a autoria com Bluteau. Em 1922, publicou-se no Rio de Janeiro, uma edição facsimilada da 2ª, comemorativa do Primeiro Centenário da Independência do Brasil.
Antonio de Moraes Silva foi natural da cidade do Rio de Janeiro e provavelmente nascido entre os anos de 1756 a 1758. Faleceu em Pernambuco no ano de 1825.
O seu "Diccionario da Lingua Portugueza" foi publicado em 1789 em Lisboa com dupla autoria: Raphael Bluteau e Antonio de Moraes Silva. A respeito desse pormenor, diz Jose Pedro Machado no prefácio da 10ª edição:
"Antonio de Moraes Silva devia ser homem probo. A demonstração cabal dessa sua qualidade está no frontispício da 1ª edição do seu "Dicionário". Reconhecendo decerto que o "Vocabulario Português e Latino"de D. Raphael Bluteua(...) era só para eruditos, para bibliotecas ou talvez para um outro raro abastado que se interessasse por coisas do espírito, Moraes lança-se na rude mas bendita tarefa de dar ao grande público um resumo da obra formidável do padre lexicógrafo. Tendo como base o que este escreveu, repugnava-lhe pôr unicamente o seu nome no frontispício duma obra que lhe deu trabalho a realizar ( e não foi pouco) mas cuja base não era sua. Só na segunda 2ª edição o "Dicionario" apareceu sob a sua única responsabilidade".
Por conseguinte, não há 1ª edição do "Dicionario da Lingua Portuguesa´com única autoria.
A 1ª edição de 1789, reforma o enriquecimento do "Vocabulario" de D. Raphael Bluteau, saiu com dupla autoria".
85        Manuel Botelho de Oliveira
Música do Parnaso Dividida em Quatro Coros, Derimas Portuguses, Castelhanas, Italianas, & Latinas. "Escrita no apogeu da propagação da poesia seiscentista italiana e espanhola, mas publicada em 1705, quando já se consolidava a reação ao estilo agudo e engenhoso, Música do Parnaso, de Manuel Botelho de Oliveira, apropria-se deliberadamente do código poético instaurado por Camões, Marino e Gongora, entre outros. Não obstante, o poeta produz impressão de novidade, o que decorre não só da assimilação intrínseca daquele universo poético, mas sobretudo da ciência do idioma, o que, por si só
́, garantiria êxito às pulsações de seu livro. Botelho de Oliveira, portanto, não será́ lido como poeta original nem como inoperante imitador, mas como emulador da tradição em que se inscreve. Esse é o primeiro pressuposto para a leitura do poeta baiano e também para sua classificação, tomando-o, evidentemente, como um dos momentos mais extraordinários de toda a poesia praticada no Brasil, cujo desenvolvimento, aliás, seria impensável sem o sistema de tópicas e técnicas apreendi- das na Europa" (Ivan Teixeira). Encadernação em capa dura, miolo em ótimo estado. Na Officina de Miguel Manescal, Impressor do Santo Officio, Lisboa, 1705. 235 pp. 20 x 16 cm.
         Já era um livro raríssimo e tornou-se ainda mais importante porque o autor, que foi contemporâneo de Gregório de Matos, é considerado, hoje, como o primeiro autor brasileiro a ter um livro publicado. Esta obra é quase uma lenda.
139      JOAQUIM DE SANTA ROSA DE VITERBO
Elucidário das palavras, termos e frases que em Portugal antiguamente se usárão e que hoje regularmente se ignorão - obra indispensável para entender sem erro os documentos mais raros, e preciosos, que entre nós se conservão -  resumido correcto e addicionado.
Encadernação antiga em pleno couro; 2 vol. 21 x 29 cm - I (A-F) 484 pp. - II (G-Z) 416 pp. + Suplemento (A-V) 62 pp. Of. Simão Thaddeo Ferreira I - Typographia regia silviana II 1798 / 1799.  Exemplar com as 5 últimas pranchas do 1º volume em cópia xerox.Frei Joaquim de Santa Rosa Viterbo nascido. em 1744, em Gradiz, bispado de Vizeu. Professou na ordem de São Francisco em 1760. Faleceu em 1822.
D. Popular diz: Sendo nomeado chronista da ordem, empenhou todo o seu zelo em colligir noticias historicas e em folhear e decifrar os velhos documentos. "Era dotado de rara memoria, escreve Innocencio, levava a maior parte do seu tempo a ler e escrever. Comquanto se applicasse a diversas materias scientificas, parece comtudo que a paixão predominante era o estudo da historia e antiguidades, particularmente das do nosso paiz, e n'ella se tornou tão versado como bem se deixa ver dos seus escriptos. Viajou por diversas partes do reino para indagar inscripções e monumentos romanos, gothicos e mouriscos, esquadrinhando as livrarias e archivos publicos e particulares para o que estava munido de uma ordem regia. As copias dos manuscritos antigos tiradas por elle ficaram valendo como originaes, em virtude de privilegio real que assim o mandava; por isso varios sugeitos o encarregaram de pôr-lhes em ordem os seus cartorios , e tambem fez no mesmo sentido importantes trabalhos na Torre do Tombo".
Estes estudos inspiraram-lhe a idéia de escrever e publicar uma obra de que em Portugal havia grande falta, uma obra que servisse para auxiliar a leitura de documentos, e de livros antigos, uma obra enfim como a famoso Glosario de Du Cange. Essa obra, que se publicou em 1798, intitula-se Elucidario das palavras, termos e phrases que em Portugal antigamente se usaram e que hoje regularmente se ignoram obra indispensavel para entender sem erro os documentos mais raros e preciosos que entre nós se conservam. Publicado em beneficio da literatura portugueza e dedicada ao principe Nosso Senhor A obra é em 2 tomos.


 140     Conjunto de 9 copos de cristal Baccarat de diferentes cores, formas e lapidação; pé alto, corpo bojudo, fuste facetado e base circular; dois com marca; altura variando de 19 a 21 cm  e  diâmetro de boca de 6,2  a 7,4 cm. França, séc. XX.
Três apresentam insignificante bicado na borda da boca.
177      EDUARDO DE FARIA
Novo diccionario da lingua portugueza
Encadernação com lobada em couro; 4 vol. 20 x 28 cm - I (A -B) 1021 p - II (C - E) 1414 p - III (F - N) 1542 p - IV ( O - Z) 1089 p - 2ª edição.
Typ. Lisbonense ( I a III) - Tip. Universal (IV). 1850. Miolo bem conservado. Vol. 4 com folha de rosto restaurada.
Nasceu em Lisboa em 1823 e faleceu aos 37 anos. Segundo "Dic. Pop.", o seu "Novo Dicionario da lingua portugueza", livro incorretissimo , teve contudo tão rápida extracção que em pouco tempo se fizeram tres edições, apesar dos clamores dos homens entendidos, que censuravam energicamente os erros, as omissões, os desacertos d'esse livro. Feliz com umas edições, foi infeliz com outras, e a sua situação financeira era de tal forma insustentável que em 1858 partiu, ou antes fugiu para o Brazil, onde recomeçou com exito as suas empresas litterarias, Mas aconteceu-lhe o mesmo que em Portugal. Tratou de publicar alli a quarta edição do seu "Diccionario", precedendo-a de pomposos réclames, offerecendo aos assignantes brindes maravilhosos, mas quando a edição chegou a certa altura, viu-se por tal forma embaraçado que tratou de fazer no Rio de Janeiro o mesmo que fizera em Lisboa. Encontrou um especulador ingenuo, a quem vendeu a edição do seu "Diccionario", e partiu para a Inglaterra. O comprador, porem, que se chamava Elias Francisco Totta, a-chou-se a braços com uma divida à typographia, e com a perspectiva de largas despesas para concluir a obra. Communicou por annuncio publico aos assinantes da obra, allegando que, se o não ajudassem, teria de suspender a publicação. A 1ª edição do "Diccionario" saiu em 1849, em 2 volumes. A 2ª, em 1850, 4 volumes; a 3ª, em 2 volumes, ano 1855/1857; finalmente, a 4ª saiu em 1861, 2 volumes.
 

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